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AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
As doenças sexualmente transmissíveis
(DST) são algumas das principais causas de doenças
agudas e crônicas, infertilidade e morte, com
graves conseqüências clínicas e psicológicas
para milhões de homens, mulheres e crianças.
A incidência das DST vem aumentando nos últimos
anos, sendo considerada um problema de Saúde
Pública. Este aumento ocorre em conseqüência
das baixas condições sócio-econômicas
e culturais, das péssimas atuações
dos serviços de saúde, do despreparo dos
profissionais da saúde, da educação
e da falta de uma educação sexual adequada,
principalmente voltada para os jovens.
A OMS estima que, a cada ano, ocorram no mundo 340 milhões
de casos novos das principais DSTS curáveis (sífilis,
gonorréia, clamídia e tricomoníase),
dos quais, 38 milhões na América Latina
e Caribe, região que conta com profissionais
altamente capacitados, excelentes experiências
em prevenção, vigilância e assistência
às DSTS e inúmeras instituições
públicas e privadas que têm tradição
de atuação na área.
A ineficácia dos serviços de saúde
é notória. A notificação
inadequada faz com que as estatísticas sejam
falhas, dificultando a orientação de ações
necessárias para o controle dessas doenças.
Além disso, a automedicação, a
prescrição por pessoas inabilitadas, a
promiscuidade sexual, a dificuldade de investigação
dos parceiros sexuais, a resistência dos antibióticos
e o uso inadequado de métodos contraceptivos
favorecem a disseminação destas patologias.
Além de facilitar a transmissão do vírus
da Aids(HIV).
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